quinta-feira, 9 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
CANSEI...

CANSEI...
Cansei de misturar sonhos
De dar amor sem receber
Eu vivo só por ti querer
E você vive a me esquecer.
Cansei de me iludir
De caminhar despercebida
Vou colocar os pés no chão
E recomeçar a minha vida.
Cansei de ter o coração magoado
De viver só de fracassos
Vou retocar os meus traços
E emendar os meus pedaços.
Cansei de tê-lo distante
De não ser tua amada amante
Eu só quero é ficar contigo
E tê-lo comigo a todo instante.
Cansei de guardar segredos
De dominar meus desejos
Quero sentir os teus lábios
Calando minha boca com beijos.
Cansei de ser desprezada
Estou pegando a estrada
Hoje eu quero sair pelo mundo
E perder o caminho de casa.
Sônia Lopes
ABELHA E FLOR

...Ide para os vossos campos e jardins
e aprendereis que o prazer da abelha consiste em
retirar o mel da flor.Mas também a flor tem prazer
em dar o seu mel à abelha.Pois para a abelha a
flor é uma fonte de vida. E para a flor a abelha é
mensageira de amor.E, para ambas, abelha e flor,
o dar e o receber de prazer é uma necessidade e
um êxtase.
( KAHLIL GIBRAN)
terça-feira, 7 de julho de 2009
SAUDADE....A FOME DA ALMA

A gente sabe
que alguma coisa está faltando.
Um pedaço nós foi arrancado.
Tudo fica ruim.
A saudade fica uma aura que nos rodeia.
Por onde quer que a gente vá,
ela vai também.
Tudo nos faz lembrar a pessoa querida.
Tudo que é bonito fica triste,
pois o bonito sem a pessoa amada
é sempre triste.
Aí então,a gente aprende o que significa amar:
esse desejo pelo reencontro
que trará a alegria de volta.
A saudade se parece muito com a fome.
A fome também é um vazio.
O corpo sabe que alguma coisa está faltando.
A fome é a saudade do corpo.
A saudade é a fome da alma.
.
Rubem Alves
segunda-feira, 6 de julho de 2009
LIVROS E FLORES
domingo, 5 de julho de 2009
A SILENCIOSA FORÇA DAS FLORES

A SILENCIOSA FORÇA DAS FLORES
A silenciosa força das flores
Emana de suas cores
Que são a sua voz
Os seus anúncios
O seu mosaico de intenções
E digressões
Vitais em seus prenúncios
Sua beleza
Sua inestimável fineza
Está
Em seu corpo a corpo com o desejo
Sua façanha é
Inspirar o beijo
Do errante visitante que as fecunda
Silentes
Apelam
Dando gritos de perfume
Ana Hatherly
POÇAS D’ÁGUA

POÇAS D’ÁGUA
. . . poesia dançando nos campos da alma
na evocação da presença lagrima
a dormir na prece do vento irrequieto.
. . . murmúrio do amor que se deitou sozinho
na cama fria da desesperança
com saudade do abraço que aquece os corpos
do beijo a sussurrar promessas presença.
. . . procissão de vozes a se fazerem mar verde
de versos que o vento beija sem chorar
de ilhas virgens a não se deixarem tocar.
Poças d’agua
em meus olhos pisados de paisagens alagadas
inundados de todas as vivencias
vivencias de meus horizontes tímidos
a repousarem sobre estradas gritantes.
Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo
sábado, 4 de julho de 2009
O BANDOLIM

O Bandolim
Cantas, soluças, bandolim do Fado
E de Saudade o peito meu transbordas;
Choras, e eu julgo que nas tuas cordas,
Choram todas as cordas do Passado!
Guardas a alma talvez d’um desgraçado,
Um dia morto da Ilusão as bordas,
Tanto que cantas, e ilusões acordas,
Tanto que gemes, bandolim do Fado.
Quando alta noite, a lua é fria e calma,
Teu canto vindo de profundas fráguas,
É como as nênias do Coveiro d’alma!
Tudo eterizas num coral de endechas…
E vais aos poucos soluçando mágoas,
E vais aos poucos soluçando queixas!
Augusto dos Anjos
ALFABETO
ETERNIDADE
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O VENTO E A CANÇÃO

Só o vento é que sabe versejar:
Tem um verso a fluir que é como um rio de ar.
E onde a qualquer momento podes embarcar:
O que ele está cantando é sempre o teu cantar.
Seu grito é o grito que querias dar,
É ele a dança que ias tu dançar.
E, se acaso quisesses te matar,
Te ensinava cantigas de esquecer
Te ensinava cantigas de embalar...
E só um segredo ele vem te dizer:
- é que o voo do poema não pode parar.
Mário Quintana
AS PALAVRAS SÃO NOVAS
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A NOSSA ÉPOCA
CANÇÃO EXCÊNTRICA

Canção Excêntrica
Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
projecto-me num abraço
e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.
Cecília Meireles
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