Nem palavras de adeus, nem gestos de abandono. Nenhuma explicação. Silêncio. Morte. Ausência. O ópio do luar banhando os meus olhos de sono ... Benevolência. Inconseqüência. Inexistência.
Paz dos que não tem fé, nem carinho, nem dono ... Todo perdão divino e a divina clemência! Oiro que cai dos céus pelos frios do outono ... Esmola que faz bem ... – nem gestos, nem violência ...
Nem palavras. Nem choro. A mudez. Pensativas Abstrações. Vão temores de saber. Lento, lento Volver de olhos, em torno, augurais e espectrais ...
Todas as negações. Todas as negativas. Ódio? Amor? Lê? Tu? Sim Não? Riso? Lamento? - Nenhum mais. Ninguém mais. Nada mais. Nunca mais ...
Por sobre a solidão do mar a lua flutua; e uma ternura singular palpita em cada coração. Só tu não vens trazer alívio ao trovador que vai tangendo apaixonado as cordas da triste lira que suspira desmaiando, suplicando o teu amor. Eu te suplico, te imploro, te rogo, prostrado aos teus pés com fervor o teu sorriso de criança. Vê: vou gemendo de dor e na esperança de um dia melhor unido a ti, tu és toda a fé que eu perdi Mostra o semblante sedutor acalma minh`alma! concede ao menos a este amor a doce esmola de te ver e o coração tão infeliz por te adorar perdido embora de desejo bem sabe que não merece a maravilha do teu beijo pede apenas um olhar…
"Tomara Que a tristeza te convença Que a saudade não compensa E que a ausência não dá paz E o verdadeiro amor de quem se ama Tece a mesma antiga trama Que não se desfaz
E a coisa mais divina Que há no mundo É viver cada segundo Como nunca mais..."
Valparaiso,Dedicado aos alunos de nautica que morreram,no naufrágio do veleiro escola "Barracuda" em 1962 por uma burrasca em Valparaiso-Chile.Foi a música do filme "Fazer um homem"