quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
PELZNICKEL - UMA TRADIÇÃO QUE ULTRAPASSA GERAÇÕES EM BRUSQUE SC

O Pelznickel, ajundante de São Nicolau, chegou a região do Vale do Itajaí juntamente com os colonizadores alemães e a tradição é preservada até hoje, para terror das crianças.

Os Pelznickels saíram do mato, onde moram, e tomaram as ruas de Brusque SC, para saber se tem criança que não se comportou direito durante o ano.Ainda há tempo de ser bonzinho.
O "PAPAI NOEL DO MATO" espera até dia 24 de dezembro para a mudança de comportamento.
Junto dos Pelznickels sempre estão o São Nicolau e a Mulher de Branco e do bem, kriss ktingle.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
SEM TI
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
OUTONO

As correntezas da vida e os restos do meu amor
resvalam numa descida... como a da fonte e da flor...
(Vicente de Carvalho)

As folhas ao cair, evocam a brevidade dos nossos dias. O outono das pinceladas de azul-água, a coloração acinzenta do céu e a timidez e sofrimento das árvores despidas, imploram-nos uma introspecção e reflexão sobre este viver cíclico, sempre em transformação e numa velocidade alucinante.
(A.Canotilho)

Meu olhar repousa sobre uma dessas pequeninas folhas de outono,
que insiste em permanecer no ar, como se ainda lhe restasse
uma leve esperança de não esmorecer de vez no chão úmido,
salpicado por centenas de outras folhinhas em decomposição,
já se entregando ao ciclo implacável da natureza.

O arvoredo transpira as carícias dos ninhos,
e o vento a cirandar na curva das estradas
eleva o folharéu no espaço em redemoinhos...
(Araujo Jorge)

"O amor muda como as folhas das árvores no outono.
E, se eu for capaz de entender isto, serei capaz de amar."
(Emily Brönte)

Que nossas almas possam refletir a paz do universo
como o reflexo das árvores
numa tarde límpida de outono...

Longos soluços dos violinos de outono
Ferem meu coração com langor monótono...
E choro, quando ouço, ofegando, bater a hora,
lembrando os dias, as alegrias e ais de outrora.
E vou-me ao vento que, num tormento
me transporta de cá para lá, como faz a folha morta.
(Verlaine)
CONSCIÊNCIA
TEU CORPO

Mistério
Teu corpo veio a mim. Donde viera?
Que flor? Que fruto? Pétala indecisa...
Rima suave: Outono ou Primavera?
Teu corpo veio como vem a brisa...
Rosa de Maio, encastoada em luto:
O dos meus olhos e o do meu cabelo.
Um quarto para as onze! E esse minuto
Ai! nunca, nunca mais pude esquecê-lo!
Viu-se, primeiro, o rosto e o ombro, depois.
E a mão subiu das ancas para o peito...
— Quem és? Sou teu... (Quando um e um são dois,
Dois podem ser um só cristal perfeito!)
Um quarto para as onze! Caiu neve?
Abri os olhos! Era quase dia...
Ou bater de asas, cada vez mais leve,
De pássaro na sombra que fugia?
Pedro Homem de Mello, in "Nós Portugueses Somos Castos"
domingo, 6 de dezembro de 2009
NARCISO

Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.
Para Narciso
o olhar do outro, a voz
do outro, o corpo
é sempre o espelho
em que ele a própria imagem mira.
E se o outro é
como ele
outro Narciso,
é espelho contra espelho:
o olhar que mira
reflete o que o admira
num jogo multiplicado em que a mentira
de Narciso a Narciso
inventa o paraíso.
E se amam mentindo
no fingimento que é necessidade
e assim
mais verdadeiro que a verdade.
Mas exige, o amor fingido,
ser sincero
o amor que como ele
é fingimento.
E fingem mais
os dois
com o mesmo esmero
com mais e mais cuidado
- e a mentira se torna desespero.
Assim amam-se agora
se odiando.
O espelho
embaciado,
já Narciso em Narciso não se mira:
se torturam
se ferem
não se largam
que o inferno de Narciso
é ver que o admiravam de mentira.
Ferreira Gullar
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