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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

JULIAN LENNON - Explains The Story Of Lucy -



FILHO DE JONH LENNON E YOKO ,JULIAN

SEMENTE DE AMOR


SEMENTE DE AMOR
ONDE CAI DÁ FlOR
QUE COM SUA CÔR
ENCANTA O MEU INTERIOR


JPereira

BRAD PAISLEY - It Did -

BRAD PAISLEY - Then -

LIBERTAÇÃO


Libertação

Fui à praia, e vi nos limos
a nossa vida enredada:
ó meu amor, se fugimos,
ninguém saberá de nada.

Na esquina de cada rua,
uma sombra nos espreita,
e nos olhares se insinua,
de repente uma suspeita.

Fui ao campo, e vi os ramos
decepados e torcidos:
ó meu amor, se ficamos,
pobres dos nossos sentidos.

Hão-de transformar o mar
deste amor numa lagoa:
e de lodo hão-de a cercar,
porque o mundo não perdoa.

Em tudo vejo fronteiras,
fronteiras ao nosso amor.
Longe daqui, onde queiras,
a vida será maior.

Nem as esp'ranças do céu
me conseguem demover
Este amor é teu e meu:
só na terra o queremos ter.


David Mourão-Ferreira

AHHH!


AHHH

Que Graça teria a vida
Se não houvesse a poesia?
Nascer, viver, morrer,
Misturar-se à terra fria,
Tornar-se um Fisico, um Quimico,
Um Doutor em Pediatria,
Um Pós-graduado em Farmácia,
Um Professor de Biologia,
Our concour em Matemática,
Um Mestre em Fisioterapia,
Que graça, me diz, que graça
Se não houvesse a poesia?
Ganhar bastante dinheiro,
Trabalhar dia após dia,
Fazer amigos, casar-se,
Ver aumentar a familia,
Viajar o mundo inteiro
Numa imensa romaria:
Ir do Rio à Nova Iorque,
De Nova Iorque à Bahia,
Da Bahia ao Himalaia,
Do Himalaia à Hungria,
Da Hungria à Machu Picchu,
De Machu Picchu à Turquia,
Da Turquia até Passargada,
De Passargada à Utopia,
De Utopia à Montes Claros,
Dali à Santa Maria,
Aprender mil idiomas,
Mil costumes, mil manias,
Conhecer gentes e modas
Saber de Reis e Rainhas,
Fotografar paisagens
Que jamais ninguém havia...
Trazer o mundo no bolso...
Mas que graça isso teria
Sem a graça de poder
Rimar cotia com tia,
Ler um verso de Quintana,
Ter Castro Alves como guia,
Carlos Drummond como amigo,
Ferreira como companhia,
Chico Buarque como Mestre,
Vinicius como Sinfonia,
Bandeira como delirio,
Pessoa como terapia,
Mário de Andrade como ouro,
Guilherme de Almeida como prataria,

Augusto dos Anjos como astro,
Cecilia como maravilha...
Que graça teria a vida
Se a vida tivesse tudo
Mas caminhasse esquecida
Da poesia?

DA

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

VELHO MUNDO NOVO





JASON MRAZ - Geek In The Pink -

A MORTE VARRENDO


A Morte varrendo
Ela varre com vassouras multicores
E sai espalhando fiapos,
Ó Dona arrumadeira do crepúsculo,
Volta atrás e espana os lagos:

Deixaste cair novelo de púrpura,
E acolá um fio de âmbar,
Agora, vejam, alastras todo o leste
Com estes trapos de esmeralda!

Inda a brandir vassouras coloridas,
Inda a esvoaçar aventais,
Até que as piaçabas viram estrelas —
E eu me vou, não olho mais.


Emily Dickinson ((1830-1886)

JOÃO VILLARET - O Sino Da Minha Aldeia -

JOÃO VILLARET - O Menino e Sua MÃE -

FADO MEU - Mariza -

MINHA OUSADIA


Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 13 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL

MUPPET BEAKER SINGS -YELLOW COLDPLAY

ENYA - Adeste Fideles -

INSÔNIA


Desperta-me de noite
O teu desejo
Na vaga dos teus dedos
Com que vergas
O sono em que me deito
.
É rede a tua língua
Em sua teia
É vicio as palavras
Com que falas
.
A trégua
A entrega
O disfarce
.
E lembras os meus ombros
Docemente
Na dobra do lençol que desfazes
.
Desperta-me de noite
Com o teu corpo
Tiras-me do sono
Onde resvalo
.
E eu pouco a pouco
Vou repelindo a noite
E tu dentro de mim
Vais descobrindo vales.


Maria Teresa Horta

PENUMBRA


Retém em mim o olhar
entorna a boca no poço.
.
Corre os lábios nos meus ombros
desce a vertigem do dorso.
.
Troca a penumbra das pernas
pelo luar do meu gosto.
.
Deixa os dedos
encontrarem
a penumbra do pescoço.


Maria Teresa Horta

SEDE


Abro-te as portas querendo
a tua luz
numa sede de ti que não se acalma
.
Não me negues a água
que mata a minha sede
.
Desejo o teu incêndio
queimando a minha alma.

Maria Teresa Horta

CHARGES