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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010



TODO AZUL DO MAR



Foi assim como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar

Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração
E já era o momento de se gostar

Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei
No azul do mar
Sabia que era amor
E vinha pra ficar

Daria prá pintar todo azul do céu
Dava prá encher o universo da vida
Que eu quis prá mim

Tudo que eu fiz
Foi me confessar
Escravo do teu amor,
Livre para amar
Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar

Foi assim como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando eu mergulhei no azul do mar

Roupa Nova - Bem Maior -

Maria Bethania & Caetano Veloso.Eu Sei Que Vou Te Amar

Babyface - Every Time I Close My Eyes -

Brian McKnight - Back At One -

Ivete Sangalo e Brian Mcknight - Back at one(tradução)

DES'RRE - Life -

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

THE VOCA PEOPLE

CURIOSIDADE


.
Curiosidade
.

Quantos braços já te abraçaram
sem te quererem abandonar?
Quantos, quantos, imagino,
apesar de não querer pensar...

Quantos lábios já te beijaram,
proclamando querer te amar?
Quantos, quantos, imagino,
apesar de não querer pensar...

Faz de tua vida um segredo,
e de meu amor por ti sofrer,
Deixa que eu sempre imagine,
apesar de não querer saber.

TREM DAS ONZE -

MERCEDES SOSSA & CAETANO& CHICO & MILTOM ....

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CRACKER BAG

Cracker Bag from Glendyn Ivin on Vimeo.

LAMENTO DO POETA OBJECTIVO


Lamento do Poeta Objectivo

Anda-me o amor tomando a própria vida,
como se, amando, eu existisse mais.
E leva-me o Destino em voz traída,
como se houvera encontros desiguais.

A multidão me cerca, e, renascida,
já dela terei fome de sinais.
E, mal a noite se demora ardida,
o medo e a solidão me esfriam tais

as cinzas desse amor que sacrifico.
Não é futura a só miséria. A queixa
também não é: e apenas acontece

no vácuo imenso que este amor me deixa,
quando maior, quando de si mais rico,
se dá de mundo em mundo, e lá me esquece.


Jorge de Sena, in 'Post-Scriptum'

ANTONIO MOLINA - Tu Ojos Verdes -

BUIKA - No Habrá nadie En El Mundo -

´BUIKA - La Nina de Fuego -

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

NOITES, ESTRANHAS NOITES, DOCES NOITES!


Noites, estranhas noites, doces noites!

Noites, estranhas noites, doces noites!
A grande rua, lampiões distantes,
Cães latindo bem longe, muito longe.
O andar de um vulto tardo, raramente.

Noites, estranhas noites, doces noites!
Vozes falando, velhas vozes conhecidas.
A grande casa; o tanque em que uma cobra,
Enrolada na bica, um dia apareceu.

A jaqueira de doces frutos, moles, grandes.
As grades do jardim. Os canteiros, as flores.
A felicidade inconsciente, a inconsciência feliz.

Tudo passou. Estão mudas as vozes para sempre.
A casa é outra já, são outros os canteiros e as flores
Só eu sou o mesmo, ainda: não mudei!


Augusto Frederico Schmidt

SONETO CIGANO


Soneto cigano

Lembra-me sempre a viagem, a grande, a estranha viagem.
As mulheres brincavam e riam ao pé das enormes fogueiras.
Rostos da cor do bronze, olhares misteriosos,
E mãos escuras para todos os misteres.

Lembra-me smpre a viagem, as estradas perdidas
Por onde seguíamos atrás das auroras ingênuas
Que corriam cantando, e atrás das horas fugidias
- Horas que pareciam dançar ao ruído de pandeiros.

Era tudo uma grande inocência e descuido.
O futuro sombrio, as ambições, os medos,
Não me lembro de os ter sentido nesses tempos.

Colhíamos, então, flores e frutos nos caminhos,
Amávamos o amor nas morenas mulheres,
E adormecíamos à mercê dos ventos e das chuvas.


Augusto Frederico Schmidt