quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Estou Sozinho Na Praia...
Estou sozinho na praia,
estou sozinho e não sei.
Que luz adormece a face
se em gritos já me afoguei?
Estou dançando na praia?
Estou dançando? Não sei.
Eu colho com as mãos da ausência
a rosa que não beijei.
Que luz chega do outro lado,
do outro rio, do outro mar?
Estou sozinho na praia...
Ó mundo, vamos dançar!
Alphonsus de Guimaraens Filho
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
O Que é, O Que é?
O Que É, O Que É
E a vida?
E a vida o que é, diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é, o que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É uma nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ela diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é e o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu boto a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser
Sempre desejada, por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte
E a pergunta roda e a cabeça agita
Fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isto não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita.
(Luiz Gonzaga Jr - Gonzaguinha)
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Qualquer Um...
“Qualquer um pode amar uma rosa, mas é preciso um grande coração para incluir os espinhos.”
Clarice Lispector
sábado, 24 de novembro de 2012
Ela Refletia...
“Ela refletia tudo sem nunca refletir, e que, com tanto silêncio e sombra, conseguia ficar à altura de qualquer luz.”
Albert Camus
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Luzes de Natal
Luzes felizes, coloridas a piscar,
Com bolinhas reluzentes, transmitindo todo o amor.
Fazem meus sonhos, mais felizes,
Estou pulsante, como as asas de um anjo protetor.
Que venha o Natal, singelo, sincero,
E nos traga muita luz, amor.
Mensagens belas e verdadeiras,
Trazidas pela voz do Senhor.
Querendo a felicidade,
Todos cantam numa só voz.
Dentro do coração guardamos o amor,
Por este homem que nasceu e morreu por nós.
Autor desconhecido
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Deus é Isso...
“Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros:
a beleza mora lá também.”
Rubem Alves
sábado, 3 de novembro de 2012
Tecelã
Costurei palavras,
retalhos colhidos
no baú dos devaneios.
Fiz, do manto-poema
agasalho
das esperanças.
Adelia Maria Woellner
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Paixão
"Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma. As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveriam viagens nem aventuras nem novas descobertas."
Voltaire
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Araras
As araras que vivem na Floresta Amazônica adoram frutas. Para completar a alimentação, elas também comem argila. Parece uma escolha alimentar bizarra, mas o resultado disso são imagens belíssimas de dezenas de araras reunidas para a hora do lanche.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A Orquídea Macaco da Amazônia.
A Orquídea Macaco da Amazônia
Encontrada nas florestas tropicais do Equador e Peru, a orquídea macaco (Dracula simia) possui cores e padrões que tornam óbvias as razões que a fizeram receber este nome.
A orquídea foi batizada pelo botanista Luer em 1978 e pertence a uma família de mais de 120 espécies . Geralmente florescem em lugares elevados entre 1000 e 2000 metros e esse é um dos principais motivos por serem tão pouco conhecidas.
Dá até para pensar que é uma montagem
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
domingo, 14 de outubro de 2012
Tempestades
Ouço os pássaros daqui
de onde estou.
Sei lá se somos o que dizemos
ou apenas aquilo que restou de nós
depois da tempestade.
Cada um de nós traz uma tempestade
por dentro dos olhos,
colada no peito,
cada um de nós traz um fogo manso
a arder-nos nas mãos,
a transir-nos no leito.
Ouço os pássaros daqui
de onde estou,
ou serão os meus olhos
que vejo voar depois da tempestade?
Ou serão as minhas asas pardas
a arder-me no dorso,
num tempo sem idade,
na minha insanidade.
Alexandra Malheiro
Fonte:http://meumundoempretobranco.blogspot.pt/
sábado, 13 de outubro de 2012
O Solitário

Detesto seguir alguém assim como detesto conduzir.
Obedecer? Não! E governar, nunca!
Quem não se mete medo não consegue metê-lo a
ninguém,
E só aquele que o inspira pode comandar.
Já detesto guiar-me a mim próprio!
Gosto, como os animais das florestas e dos mares,
De me perder durante um grande pedaço,
Acocorar-me a sonhar num deserto encantador,
E forçar-me a regressar de longe aos meus penates,
Atrair-me a mim próprio... para mim.
Friedrich Nietzsche
domingo, 7 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Sei Que Vi...
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Esperança...
sábado, 29 de setembro de 2012
Jesus Helguera
Jesus Enrique Emilio de la Helguera Espinoza nasceu em 28 de maio de 1910, Chihuahua, México e faleceu em 5 de dezembro de 1971, Córdoba, Vera Cruz, México.
Pintor e ilustrador mexicano, filho de Alvaro García de la Helguera, um imigrante espanhol e de Maria Espinoza Escarzaga. Passou a infância na Cidade do México e mais tarde em Veracruz.
Por causa da Revolução Mexicana, sua família deixou o México fixando residência na Espanha, inicialmente em Ciudad Real, depois Madrid, onde estuda na Escola de Artes e Ofícios e, em seguida, na Academia de San Fernando com Marcelino Santamaria, Benedito Manuel e Julio Romero de Torres, entre outros professores.
Com apenas 18 anos, tornou-se professor de artes visuais em Bilbao e trabalhou para revistas como a Estampa.
Casou-se com Julia Gonzalez Llanos, natural de Madrid, que lhe serviu como modelo para muitas de suas pinturas. Tiveram dois filhos.
Forçado a voltar ao estado mexicano de Veracruz, devido à eclosão da Guerra Civil Espanhola e da consequente crise econômica, passou a trabalhar na "Cigarrera la Moderna" (uma empresa de tabaco) produzindo calendários. Muitos deles refletem o seu fascínio com a mitologia asteca, o catolicismo e a tão diversa paisagem mexicana.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Ausente...

Os que se vão, vão depressa.
Ontem, ainda, sorria na espreguiçadeira.
Ontem dizia adeus, ainda, da janela.
Ontem, vestia, ainda, o vestido tão leve cor-de-rosa.
Os que se vão, vão depressa.
Seus olhos grandes e pretos há pouco brilhavam.
Sua voz doce e firme faz pouco ainda falava,
Suas mãos morenas tinham gestos de bênçãos.
No entanto, hoje, na festa, ela não estava.
Nem um vestígio dela, sequer.
Decerto sua lembrança nem chegou, como os convidados
Alguns, quase todos, indiferentes e desconhecidos.
Os que se vão, vão depressa.
Mais depressa que os pássaros que passam no céu.
Mais depressa que o próprio tempo,
Mais depressa que a bondade dos homens,
Mais depressa que os trens correndo nas noites escuras,
Mais depressa que a estrela fugitiva
Que mal faz um traço no céu.
Os que se vão, vão depressa.
Só no coração do poeta, que é diferente dos outros corações,
Só no coração sempre ferido do poeta
É que não vão depressa os que se vão.
Ontem ainda sorria na espreguiçadeira,
E o seu coração era grande e infeliz.
Hoje, na festa, ela não estava, nem a sua lembrança.
Vão depressa, tão depressa os que se vão...
Augusto Frederico Schmidt
Assinar:
Postagens (Atom)































