Borboletas brancas
pairam
no útero da
tarde
libertam
o Sonho oculto
no seio da
Saudade.
Dora
Gago
África do Sul
A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade.
Argélia
Há a crença de que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo fará com que ela conte tudo.
Austrália
Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego.
Babilônia
Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 a.C. Lilith era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos.
Brasil
Cantada por Tom Jobim em Águas de Março, Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a lenda que ela tem poderes sobrenaturais e prefere aparecer nas noites sem luar, sob a forma de uma coruja. Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de coruja para criar a sabedoria. No dicionário, o adjetivo corujeiro é um tremendo elogio. Significa alguém ou algo excelente, agradável e, o melhor, disposto a tudo. Na linguagem popular, mãe coruja (ou avó coruja, tia coruja, pai coruja) é a mãe que acha seu filho o máximo, embora ele possa estar bem longe disso.
China
A coruja está associada ao relâmpago. Colocar efígies de coruja em casa protege contra os raios.
Estados Unidos
Entre os índios americanos, a coruja tinha muito poder:
Para os apaches, sonhar com ela significava a morte.
Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor.
Os hopis tinham a coruja como guardiã do fogo.
França
A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade.
Grécia
Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, ficou tão impressionada com a aparência da coruja que a tomou como sua ave favorita. Corujas faziam seus ninhos na Acrópole. Os gregos achavam que sua visão noturna vinha de uma luz mágica. Ela era um símbolo da cidade de Atenas, ao lado dos exércitos na guerra. As antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso. Os romanos também acreditavam que, antes da batalha, quando uma coruja sobrevoa os soldados, era um sinal de vitória. Para elevar o moral das tropas, um general romano soltou corujas que pousaram sobre os elmos e escudos dos legionários. As tropas, animadas, capturaram Cartago em 310 a.C.
Inglaterra
A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando ouviam-na guinchar, significava que o tempo iria esfriar ou que uma tempestade estava chegando.
Os curandeiros ingleses curavam a bebedeira e a conseqüente ressaca com ovos de coruja. Crus.
O costume britânico de pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal durou até o século XIX
Marrocos
O Olho de uma coruja preso em um cordão no pescoço é um excelente talismã.
Peru
Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo.
Roma Antiga
Ouvir o pio de uma coruja era presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa foram anunciadas por uma coruja. A cena aparece na versão treatal Júlio César, de William Shakespeare. O bardo inglês ainda citaria a asa da coruja na poção de Macbeth.
Fonte de pesquisa:
http://www.entrementes.com.br/cont/cont_view.asp?cat_id=12&sub_id=46&cont_id=67
FONTE: Diálogo Médico, n.2, mar./abr. 2005. por Lu Gomes.
Uma canção inacabada, o nosso amor
Serena melodia muda
Olhos molhados, cor de poesia
Letra rabiscada na canção do dia-a-dia
Mil rosas pisadas, pétalas caídas
Aos seus pés
Desprezo cifrado, canção em dor maior
Poeta rejeitado nas noites distraídas
Seresteiro abandonado, esvaziado de melodia
No som de seus nãos acorrentado
Dolorido em agonia
Rima pobre, poema rico de sofrer
Um ruído descompassado, a falta de você
Música e poesia quebradas
Notas e letras rasuradas
Pelo barulho inaudível da sua ausência.
Por Juliana Guida Maia
Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor.
William Shakespeare
Há certos dias
Que sinto em min’alma
Um vazio infinito,
Um vazio sem sentido,
Um vazio indefinível,
Vazio dos ventos e procelas,
Vazio que vem de longe
Cuja origem desconheço,
Maior,
Muito maior que a solidão...
Há certos momentos
Que sinto dentro de mim
Um vazio talvez originário das vagas,
Dos grandes mares
E que às vezes me inunda,
Quase me faz soçobrar...
Há certas horas
Que sinto dentro de mim
Um vazio que se agiganta,
Diante do qual me sinto pequenino
E comparo este vazio tão grande
Ao vazio da hora do adeus...
Mas existe,sim,
Um vazio,
Muito maior do que todos os vazios,
E que se alojam no âmago dos corações,
O vazio imenso da saudade!...
Olimpyades Guimarães Corrêa