sábado, 25 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Alma Serena
Alma serena, a consciência pura,
assim eu quero a vida que me resta.
Saudade não é dor nem amargura,
dilui-se ao longe a derradeira festa.
Não me tentam as rotas da aventura,
agora sei que a minha estrada é esta:
difícil de subir, áspera e dura,
mas branca a urze, de oiro puro a giesta.
Assim meu canto fácil de entender,
como chuva a cair, planta a nascer,
como raiz na terra, água corrente.
Tão fácil o difícil verso obscuro!
Eu não canto, porém, atrás dum muro,
eu canto ao sol e para toda a gente.
Fernanda de Castro
assim eu quero a vida que me resta.
Saudade não é dor nem amargura,
dilui-se ao longe a derradeira festa.
Não me tentam as rotas da aventura,
agora sei que a minha estrada é esta:
difícil de subir, áspera e dura,
mas branca a urze, de oiro puro a giesta.
Assim meu canto fácil de entender,
como chuva a cair, planta a nascer,
como raiz na terra, água corrente.
Tão fácil o difícil verso obscuro!
Eu não canto, porém, atrás dum muro,
eu canto ao sol e para toda a gente.
Fernanda de Castro
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Quando Te Dói a Alma
Quando estás descontente,
quando perdes a calma
e odeias toda a gente,
quando te dói a alma,
quando sentes, cruel,
o prazer da vingança,
quando um sabor a fel
te proíbe a esperança,
quando as larvas do tédio
te embotam os sentidos,
e o mal é sem remédio
e a ninguém dás ouvidos,
nega, recusa a dor,
abandona o deserto
das almas sem amor
e mergulha o olhar
em tudo o que está certo,
o mar, a fonte, a flor. "
Fernanda de Castro
quando perdes a calma
e odeias toda a gente,
quando te dói a alma,
quando sentes, cruel,
o prazer da vingança,
quando um sabor a fel
te proíbe a esperança,
quando as larvas do tédio
te embotam os sentidos,
e o mal é sem remédio
e a ninguém dás ouvidos,
nega, recusa a dor,
abandona o deserto
das almas sem amor
e mergulha o olhar
em tudo o que está certo,
o mar, a fonte, a flor. "
Fernanda de Castro
segunda-feira, 13 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
O Poema
O poema nasce nu.
Tento vesti-lo com palavras.
O que escrevo nada mais é do que vestimenta rudimentar
que minhas mãos conseguem compor para o poema de minha alma.
Creio que nunca conseguirei mostrar a poesia em seu estado original.
Talvez porque não seja capaz de senti-la essencialmente.
Que versos escreverei que possa encantar,
se nada em minha alma rima com o que vejo?
Vejo? Sim, com olhos da alma, vejo.
É tudo tão novo e denso. Tão antigo e sutil. Tão vibrante e calmo.
Que poema surgirá de onde não há rimas,
de onde ainda não nasceram palavras?
Palavras são pedras que tateio a esculpir um poema.
Mas o poema não está nas pedras, que são poemas de Deus.
Poemas são colheitas da alma.
Colho a poesia na noite. A noite mata-me as horas.
O poema vive, nu.
Eu, a morrer de poesia.
Helen Drumond
Tento vesti-lo com palavras.
O que escrevo nada mais é do que vestimenta rudimentar
que minhas mãos conseguem compor para o poema de minha alma.
Creio que nunca conseguirei mostrar a poesia em seu estado original.
Talvez porque não seja capaz de senti-la essencialmente.
Que versos escreverei que possa encantar,
se nada em minha alma rima com o que vejo?
Vejo? Sim, com olhos da alma, vejo.
É tudo tão novo e denso. Tão antigo e sutil. Tão vibrante e calmo.
Que poema surgirá de onde não há rimas,
de onde ainda não nasceram palavras?
Palavras são pedras que tateio a esculpir um poema.
Mas o poema não está nas pedras, que são poemas de Deus.
Poemas são colheitas da alma.
Colho a poesia na noite. A noite mata-me as horas.
O poema vive, nu.
Eu, a morrer de poesia.
Helen Drumond
sexta-feira, 26 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Não Liga, Não
Não liga não! a vida é mesmo assim.
Há tempo de chegar, de ir embora,
há tempo de sorrir, para quem chora,
tempo de ser começo e de ser fim.
Planta rosa vermelha no jardim
e esquece o preto-e-branco que há lá fora.
Aquece o coração, cantando, agora,
um soneto, ao amor dizendo "sim"!
Não liga não! A vida tem seu preço:
a cada novo fim, novo começo.
Recomeça a viver o amor, então!
Se voltar a vivê-lo não tem jeito
renasce o amor antigo no teu peito,
E se ela não voltar, não liga não!
Ronaldo Cunha Lima
Há tempo de chegar, de ir embora,
há tempo de sorrir, para quem chora,
tempo de ser começo e de ser fim.
Planta rosa vermelha no jardim
e esquece o preto-e-branco que há lá fora.
Aquece o coração, cantando, agora,
um soneto, ao amor dizendo "sim"!
Não liga não! A vida tem seu preço:
a cada novo fim, novo começo.
Recomeça a viver o amor, então!
Se voltar a vivê-lo não tem jeito
renasce o amor antigo no teu peito,
E se ela não voltar, não liga não!
Ronaldo Cunha Lima
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Nuvens
Nuvens
desmanchadas em gotas
procuram o chão,
ressequido,
como quem procura
destino feliz.
E neste destino
descobre carências
e sonhos
e sede.
Completam-se, assim,
como nunca,
busca e espera,
saudades e presença.
Destinos!
AC Rangel
desmanchadas em gotas
procuram o chão,
ressequido,
como quem procura
destino feliz.
E neste destino
descobre carências
e sonhos
e sede.
Completam-se, assim,
como nunca,
busca e espera,
saudades e presença.
Destinos!
AC Rangel
domingo, 14 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Ben Visbeek
.
O fotógrafo
holandês Ben Visbeek é o autor destas belíssimas fotos.
Enquanto quase todos os europeus esperam ansiosamente pelo fim do inverno, o fotógrafo holandês Ben Visbeek aproveita o momento de outra forma: traz a beleza - cada vez mais banalizada - da estação para o mundo inteiro por meio de suas fotografias. Visbeek fotografa praticantes de esportes de inverno, traduzindo assim a beleza da interação homem-natureza.
Enquanto quase todos os europeus esperam ansiosamente pelo fim do inverno, o fotógrafo holandês Ben Visbeek aproveita o momento de outra forma: traz a beleza - cada vez mais banalizada - da estação para o mundo inteiro por meio de suas fotografias. Visbeek fotografa praticantes de esportes de inverno, traduzindo assim a beleza da interação homem-natureza.
domingo, 7 de abril de 2013
O Gosto da Vida
O gosto da vida
Sinto que a minha mocidade refloresce.
Desejo aquele vinho que me dá calor e alegria...
Quero vinho...
Dizes que é amargo?
Não importa.
Tem o gosto da vida.
Omar Kháyyám,
trad. Cecília Meireles
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Cântico Negro
“A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
... Sei que não vou por aí!”
José Régio
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
... Sei que não vou por aí!”
José Régio
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Como a Coruja é vista em alguns países do mundo:
África do Sul
A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade.
Argélia
Há a crença de que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo fará com que ela conte tudo.
Austrália
Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego.
Babilônia
Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 a.C. Lilith era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos.
Brasil
Cantada por Tom Jobim em Águas de Março, Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a lenda que ela tem poderes sobrenaturais e prefere aparecer nas noites sem luar, sob a forma de uma coruja. Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de coruja para criar a sabedoria. No dicionário, o adjetivo corujeiro é um tremendo elogio. Significa alguém ou algo excelente, agradável e, o melhor, disposto a tudo. Na linguagem popular, mãe coruja (ou avó coruja, tia coruja, pai coruja) é a mãe que acha seu filho o máximo, embora ele possa estar bem longe disso.
China
A coruja está associada ao relâmpago. Colocar efígies de coruja em casa protege contra os raios.
Estados Unidos
Entre os índios americanos, a coruja tinha muito poder:
Para os apaches, sonhar com ela significava a morte.
Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor.
Os hopis tinham a coruja como guardiã do fogo.
França
A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade.
Grécia
Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, ficou tão impressionada com a aparência da coruja que a tomou como sua ave favorita. Corujas faziam seus ninhos na Acrópole. Os gregos achavam que sua visão noturna vinha de uma luz mágica. Ela era um símbolo da cidade de Atenas, ao lado dos exércitos na guerra. As antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso. Os romanos também acreditavam que, antes da batalha, quando uma coruja sobrevoa os soldados, era um sinal de vitória. Para elevar o moral das tropas, um general romano soltou corujas que pousaram sobre os elmos e escudos dos legionários. As tropas, animadas, capturaram Cartago em 310 a.C.
Inglaterra
A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando ouviam-na guinchar, significava que o tempo iria esfriar ou que uma tempestade estava chegando.
Os curandeiros ingleses curavam a bebedeira e a conseqüente ressaca com ovos de coruja. Crus.
O costume britânico de pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal durou até o século XIX
Marrocos
O Olho de uma coruja preso em um cordão no pescoço é um excelente talismã.
Peru
Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo.
Roma Antiga
Ouvir o pio de uma coruja era presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa foram anunciadas por uma coruja. A cena aparece na versão treatal Júlio César, de William Shakespeare. O bardo inglês ainda citaria a asa da coruja na poção de Macbeth.
Fonte de pesquisa:
http://www.entrementes.com.br/cont/cont_view.asp?cat_id=12&sub_id=46&cont_id=67
FONTE: Diálogo Médico, n.2, mar./abr. 2005. por Lu Gomes.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O Ruído do Fim
Uma canção inacabada, o nosso amor
Serena melodia muda
Olhos molhados, cor de poesia
Letra rabiscada na canção do dia-a-dia
Mil rosas pisadas, pétalas caídas
Aos seus pés
Desprezo cifrado, canção em dor maior
Poeta rejeitado nas noites distraídas
Seresteiro abandonado, esvaziado de melodia
No som de seus nãos acorrentado
Dolorido em agonia
Rima pobre, poema rico de sofrer
Um ruído descompassado, a falta de você
Música e poesia quebradas
Notas e letras rasuradas
Pelo barulho inaudível da sua ausência.
Por Juliana Guida Maia
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Dúvida
Duvida da luz dos astros,
De que o sol tenha calor,
Duvida até da verdade,
Mas confia em meu amor.
William Shakespeare
sábado, 12 de janeiro de 2013
Vazio
Há certos dias
Que sinto em min’alma
Um vazio infinito,
Um vazio sem sentido,
Um vazio indefinível,
Vazio dos ventos e procelas,
Vazio que vem de longe
Cuja origem desconheço,
Maior,
Muito maior que a solidão...
Há certos momentos
Que sinto dentro de mim
Um vazio talvez originário das vagas,
Dos grandes mares
E que às vezes me inunda,
Quase me faz soçobrar...
Há certas horas
Que sinto dentro de mim
Um vazio que se agiganta,
Diante do qual me sinto pequenino
E comparo este vazio tão grande
Ao vazio da hora do adeus...
Mas existe,sim,
Um vazio,
Muito maior do que todos os vazios,
E que se alojam no âmago dos corações,
O vazio imenso da saudade!...
Olimpyades Guimarães Corrêa
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