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segunda-feira, 3 de junho de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Agenda

 
 
 
Toda manhã
anoto uma lista
de coisas por fazer:

contas a pagar
cartas, e-mails, telefonemas
carinhos que responder
livros, palestras, entrevistas
ginástica, compras
remédios, terra, flores
consertos domésticos
desculpas, culpas
livros que ler e escrever.

Olho o que arquivo:
- o ontem só cresce
não há pasta que o contenha.
Melhor seria dissolvê-lo
ignorá-lo sem etiqueta
sem tentar decodificá-lo
entendê-lo.

Vai começar a girândola
de um novo dia.
Ponho o sol na alma
vejo da janela
- a lagoa e o mar.

Olho o presente, o futuro.
Mas o passado, que não passa
como agendar?

Affonso Romano de S'Antanna,

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Livro...

 
O livro é a casa
onde se descansa
do mundo.

O livro é a casa
do tempo,
é a casa de tudo.

Mar e rio
no mesmo fio,
água doce e salgada.

O livro é onde
a gente se esconde
em gruta encantada.

Roseana Murray

sábado, 25 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

Alma Serena

 
 
Alma serena, a consciência pura,
assim eu quero a vida que me resta.
Saudade não é dor nem amargura,
dilui-se ao longe a derradeira festa.

Não me tentam as rotas da aventura,
agora sei que a minha estrada é esta:
difícil de subir, áspera e dura,
mas branca a urze, de oiro puro a giesta.

Assim meu canto fácil de entender,
como chuva a cair, planta a nascer,
como raiz na terra, água corrente.

Tão fácil o difícil verso obscuro!
Eu não canto, porém, atrás dum muro,
eu canto ao sol e para toda a gente.

Fernanda de Castro

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Quando Te Dói a Alma

 
 
Quando estás descontente,
quando perdes a calma
e odeias toda a gente,
quando te dói a alma,

quando sentes, cruel,
o prazer da vingança,
quando um sabor a fel
te proíbe a esperança,

quando as larvas do tédio
te embotam os sentidos,
e o mal é sem remédio
e a ninguém dás ouvidos,

nega, recusa a dor,
abandona o deserto
das almas sem amor
e mergulha o olhar
em tudo o que está certo,
o mar, a fonte, a flor. "

Fernanda de Castro

segunda-feira, 13 de maio de 2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Borboletas Brancas

 
Borboletas brancas
pairam
no útero da tarde
 
libertam
o Sonho oculto
no seio da Saudade.

 
Dora Gago

domingo, 5 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Poema

 
 
O poema nasce nu.
Tento vesti-lo com palavras.
O que escrevo nada mais é do que vestimenta rudimentar
que minhas mãos conseguem compor para o poema de minha alma.
Creio que nunca conseguirei mostrar a poesia em seu estado original.
Talvez porque não seja capaz de senti-la essencialmente.
Que versos escreverei que possa encantar,
se nada em minha alma rima com o que vejo?
Vejo? Sim, com olhos da alma, vejo.
É tudo tão novo e denso. Tão antigo e sutil. Tão vibrante e calmo.
Que poema surgirá de onde não há rimas,
de onde ainda não nasceram palavras?
Palavras são pedras que tateio a esculpir um poema.
Mas o poema não está nas pedras, que são poemas de Deus.
Poemas são colheitas da alma.
Colho a poesia na noite. A noite mata-me as horas.
O poema vive, nu.

Eu, a morrer de poesia.

Helen Drumond

sexta-feira, 26 de abril de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Não Liga, Não


Não liga não! a vida é mesmo assim.
Há tempo de chegar, de ir embora,
há tempo de sorrir, para quem chora,
tempo de ser começo e de ser fim.

Planta rosa vermelha no jardim
e esquece o preto-e-branco que há lá fora.
Aquece o coração, cantando, agora,
um soneto, ao amor dizendo "sim"!

Não liga não! A vida tem seu preço:
a cada novo fim, novo começo.
Recomeça a viver o amor, então!

Se voltar a vivê-lo não tem jeito
renasce o amor antigo no teu peito,
E se ela não voltar, não liga não!

Ronaldo Cunha Lima

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nuvens

 
 
Nuvens
desmanchadas em gotas
procuram o chão,
ressequido,
como quem procura
destino feliz.

E neste destino
descobre carências
e sonhos
e sede.

Completam-se, assim,
como nunca,
busca e espera,
saudades e presença.

Destinos!

AC Rangel

domingo, 14 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ben Visbeek


. O fotógrafo holandês Ben Visbeek é o autor destas belíssimas fotos.
Enquanto quase todos os europeus esperam ansiosamente pelo fim do inverno, o fotógrafo holandês Ben Visbeek aproveita o momento de outra forma: traz a beleza - cada vez mais banalizada - da estação para o mundo inteiro por meio de suas fotografias. Visbeek fotografa praticantes de esportes de inverno, traduzindo assim a beleza da interação homem-natureza.




domingo, 7 de abril de 2013

O Gosto da Vida



O gosto da vida
Sinto que a minha mocidade refloresce.
Desejo aquele vinho que me dá calor e alegria...
Quero vinho...
Dizes que é amargo?
Não importa.
Tem o gosto da vida.


Omar Kháyyám,
trad. Cecília Meireles

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cântico Negro






“A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
...
Sei que não vou por aí!”


José Régio


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Como a Coruja é vista em alguns países do mundo:

África do Sul A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade. Argélia Há a crença de que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo fará com que ela conte tudo. Austrália Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego. Babilônia Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 a.C. Lilith era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos. Brasil Cantada por Tom Jobim em Águas de Março, Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a lenda que ela tem poderes sobrenaturais e prefere aparecer nas noites sem luar, sob a forma de uma coruja. Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de coruja para criar a sabedoria. No dicionário, o adjetivo corujeiro é um tremendo elogio. Significa alguém ou algo excelente, agradável e, o melhor, disposto a tudo. Na linguagem popular, mãe coruja (ou avó coruja, tia coruja, pai coruja) é a mãe que acha seu filho o máximo, embora ele possa estar bem longe disso. China A coruja está associada ao relâmpago. Colocar efígies de coruja em casa protege contra os raios. Estados Unidos Entre os índios americanos, a coruja tinha muito poder: Para os apaches, sonhar com ela significava a morte. Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor. Os hopis tinham a coruja como guardiã do fogo. França A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade. Grécia Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, ficou tão impressionada com a aparência da coruja que a tomou como sua ave favorita. Corujas faziam seus ninhos na Acrópole. Os gregos achavam que sua visão noturna vinha de uma luz mágica. Ela era um símbolo da cidade de Atenas, ao lado dos exércitos na guerra. As antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso. Os romanos também acreditavam que, antes da batalha, quando uma coruja sobrevoa os soldados, era um sinal de vitória. Para elevar o moral das tropas, um general romano soltou corujas que pousaram sobre os elmos e escudos dos legionários. As tropas, animadas, capturaram Cartago em 310 a.C. Inglaterra A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando ouviam-na guinchar, significava que o tempo iria esfriar ou que uma tempestade estava chegando. Os curandeiros ingleses curavam a bebedeira e a conseqüente ressaca com ovos de coruja. Crus. O costume britânico de pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal durou até o século XIX Marrocos O Olho de uma coruja preso em um cordão no pescoço é um excelente talismã. Peru Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo. Roma Antiga Ouvir o pio de uma coruja era presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa foram anunciadas por uma coruja. A cena aparece na versão treatal Júlio César, de William Shakespeare. O bardo inglês ainda citaria a asa da coruja na poção de Macbeth. Fonte de pesquisa: http://www.entrementes.com.br/cont/cont_view.asp?cat_id=12&sub_id=46&cont_id=67 FONTE: Diálogo Médico, n.2, mar./abr. 2005. por Lu Gomes.