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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Angústia


Como um pássaro
que através das grades
admira o sol,
as árvores
e imagina ninhos,
meu amor aprisionado,
sonha sua presença
e sofre sua ausência.

Sua ausência é
presença constante
em meus pensamentos
em noites mal dormidas
em desejos não realizados.

Eu te amo
e sei que me amas
mas há esse abismo
essa cerca invisível
que o destino irônico
colocou entre nós.

Tu estás cravado no coração
e tão distante das mãos.


Heloisa

domingo, 25 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

Voz dos Sinos


Há uma leve tristeza nesta tarde fria,
minha alma que é ternura tem visão de alarde,
fortemente entristecida afasto a esperança.

Estrelas vão acordando docemente
no mesmo ritual, alguns pássaros em voo
livre procuram pouso.

Minha tristeza não tem dor, é calma
e cheia de amor, bondade emana dos olhos,
mas não consigo ouvir voz dos sinos.


Marta Peres

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Guardei-me Para Ti


Guardei-me para ti como um segredo
Que eu mesma não desvendei:
Há notas nesta guitarra que não toquei,
Há praias na minha ilha que nem andei.
É preciso que me tomes, além do riso e do olhar,
Naquilo que não conheço e adivinhei;
É preciso que me ensines a canção do que serei
E me cries com teu gesto
Que nem sonhei.
Havia um coração a ser construído
pelos cantos do mundo sacudido
havia uma paixão despedaçada
pelo choro do mar atravessada
Havia um sono sempre soluçado
e um copo d’água nunca derramado
e uma rua de sol sempre banhada
e uma noite de lua inacabada
Havia um ser de pregos trespassado
e uma clareira em meio ao mar irado
e um grito por espasmos dividido
E nos espinhos rosa concentrada
e nos passeios rosa desfolhada
e nas esquinas coração destruído.


Odylo Costa, Filho

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quando Penso em Ti



Quando penso em ti
Abro um sorriso, me enterneço
Cerro as pálpebras, adormeço
Tão grande é a paz que passo a sentir.

Chego até a sonhar
Pronuncio palavras a esmo, sem nexo
Que lembram amor, lembram sexo
Ditas com o carinho de quem quer amar

Mas esse sonho dura pouco, logo passa
Assim, perco o sono, perco a graça
Cada palavra que na solidão proclamo

Ao teu ouvido é que gostaria de dizer
Sabes por quê?
Simplesmente porque te amo!


Walter Pereira Pimentel

Blacmore's Night I Still Remember

Mentem



Mentem os que disseram que eu perdi a lua,
os que profetizaram meu porvir de areia,
asseveraram tantas coisas com línguas frias:
quiseram proibir a flor do universo.

"Já não cantará mais o âmbar insurgente
da sereia, não tem senão povo."
E mastigaram seus incessantes papéis
patrocinando para minha guitarra o esquecimento.

Eu lhes lancei aos olhos as lanças deslumbrantes
de nosso amor cravando teu coração e o meu,
eu reclamei o jasmim que deixavam tuas pegadas

Eu me perdi de noite sem luz sob tuas pálpebras
e quando me envolveu a claridade
nasci de novo, dono de minha própria treva.


Pablo Neruda

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SOL DE PRIMAVERA


Contraste


-No chão do meu quintal, que rústico era,
Eu, que de sonhos enfeitava a vida,
Numa linda manhã de primavera,
Plantei ramos de uma árvore caída…
-
E, cheio de ilusão e de quimera,
Abandonei a terra estremecida
Como o viajante que atingir espera
A rósea meta, a que o Ideal convida…
-
Anos depois voltei… Na alma cansada
nem mais um sonho, uma ilusão trazia
Porque tudo eu perdera na jornada.
-
Mas, cada ramo que plantei a esmo,
Era uma árvore imensa que floria
Para arrimo e conforto de mim mesmo.


Aristeu Bulhões

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eterno Amor


Sei o que quero, sei que te quero
Digo isto com pureza d’alma
Com paciência, com calma...
Sem me desesperar, te espero

Até quando valerá a pena te esperar?
Quando se sonha, se deseja, se quer, enfim
Quando se ama realmente, assim
Com entrega e paixão, esperar é amar

Saibas que te esperarei até quando puder
Nesta vida ou numa outra, se além desta tiver
Neste ou em outro plano

Na terra, no céu, na eternidade...
Pelos caminhos da felicidade
Onde possa dizer: te amo!


Walter Pereira Pimentel

Life Of Flowers

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bonsai

domingo, 18 de setembro de 2011

Amor, Intenso Amor...


Teu olhar, é tudo que
Falo, penso, sinto e amo;
Diz-me que o meu
Coração enxerga, sem
Dúvidas ou enganos;
Ouve meu sorriso,
Apaixonado e insano;
Se expressa sem
Vãs promessas, no
Âmago da alma e na
Água cristalina da emoção;
Entrelaça minha vida na tua,
Isenta de qualquer razão;
Erros, defeitos, refeitos,
Carícias, desejo e prazer,
Com intenso amor,
Acertam nossas imperfeições,
Amor mais que perfeito
Brilha na imensidão.


Marisa de Medeiros

sábado, 17 de setembro de 2011

Eu Quero...


Quero de ti
o insensato,
o insano,
o ousado.

Quero de ti
a inocência,
a pureza,
a ingenuidade.

Quero de ti
a pureza insana,
a insensatez inocente,
a ousadia ingênua.

Quero de ti
o amor idealizado,
o desejo imaginado,
o gozo jamais sonhado.

Quero contigo
vencer o medo,
perder a razão,
ouvir o coração,
e, simplesmente,
viver esse amor
puro e insano,
ingênuo e ousado,
inocente e insensato.


Heloisa

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Toque De Amor


Vive dentro de mim em amorosa constância
Um ser imaginário de mente irradiada.
Seus raios repousam no coração
Seu toque suaviza e desvanece a dor
Coloca flores no deserto e transparência
Onde se esconde a escuridão.
Estamos sempre de mãos entrelaçadas...
Que mãos delicadas tem o amor!


Helena Frontini

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Preciso, Para...


Preciso que um barco atravesse o mar
lá longe
para sair dessa cadeira
para esquecer esse computador
e ter olhos de sal
boca de peixe
e o vento frio batendo nas escamas.
Preciso que uma proa atravesse a carne
cá dentro
para andar sobre as águas
deitar nas ilhas e
olhar de longe esse prédio
essa sala
essa mulher sentada diante do computador
que bebe a branca luz eletrônica
e pensa no além mar.


Marina Colasanti

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Com Cheiro De Terra Molhada



Olho a chuva cair na tarde,
Molhando minhas saudades...
Penso em versos...
Vou construir um poema úmido
Com cheiro de terra molhada.

Leve e perfumado
Como o vento que se enrosca
Nas folhas mortas das árvores
E sibilando as carrega,
Mudando tudo de lugar...

Muduram com o vento
Os meu sonhos e as minhas emoções!
Rolaram as ribanceiras
Com tanta velocidade
Que me arranhei toda
Com as idas e vindas da vida!

E nas sombras das nuvens
Meu coração se esconde!
Entre um olhar e outro,
Na esfera da fumaça,
A chuva cai.

E na terra que o asfalto comeu
A água se coagula em lama,
Como lágrimas borradas
Na maquiagem!

Eu preciso
Fazer a água escoar pelos
Canais do tempo
Apagando minhas inseguranças,
Fazendo brotar a vida
Na verde folha da paz!


Delasnieve Daspet

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Coração Sonhador

Ainda é o mesmo amor
A mesma paixão e o mesmo desejo
A mesma vontade de te tocar
O mesmo impulso de te abraçar

De sentir o teu corpo inteiro
Ainda é a mesma emoção
O mesmo carinho, a mesma ternura!
O mesmo coração inquieto e saltitante
Que chega a ser inoportuno
Porque é sonhador
E não se cansa de por ti sentir amor.


MJSpeglich