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sábado, 15 de outubro de 2011

Bicharada

video

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Erwin Olaf - Amsterdam’s DeLaMar Theater -

Em comemoração da reabertura do Amsterdam’s DeLaMar Theater, o fotógrafo holandês Erwin Olaf fez uma série de fotografias/reinterpretações de clássicas peças teatrais. As pessoas nas fotos são atores e atrizes holandeses. Nascido em Hilversum, na Holanda, em 1959, Erwin Olaf vive e trabalha em Amsterdã desde o início dos anos 80.






quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pensamento


"O homem não estava destinado a fazer
parte de um rebanho como
um animal doméstico, mas de uma colméia,
como as abelhas".


Kant (1724-1804)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Olha-me Rindo Uma Criança


Olha-me rindo uma criança
E na minha alma madrugou.
Tenho razão, tenho esperança
Tenho o que nunca bastou.

Bem sei. Tudo isto é um sorriso
Que e nem sequer sorriso meu.
Mas para meu não o preciso
Basta-me ser de quem mo deu.

Breve momento em que um olhar
Sorriu ao certo para mim…
És a memória de um lugar,
Onde já fui feliz assim.


Fernando Pessoa

Art Clokey



Arthur "Art" Clokey (nascido Arthur C. Farrington, Detroit, 12 de outubro de 1921 - 8 de janeiro de 2010) foi um animador estadunidense, pioneiro na popularização da animação stop motion com argila. Ficou conhecido por criar juntamente com sua esposa o personagem Gumby, na década de 50.Morreu em 8 de janeiro de 2010, aos 88 anos.

Fonte: Wikipedia

O Direito das Crianças


Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cahorro-quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.


E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz!


Ruth Rocha

terça-feira, 11 de outubro de 2011



Outra noite
Outro sono
Como se eu sonhasse o sonho
De outro dono
Outro fumo, uma outra cinza
Outra manhã
Mordo a fruta
Outro é o sumo
Ando pela mesma casa
Com outro prumo
Outra sombra, outono
Chuva temporã
Será que já não vi
De modo impessoal
E em tempo diferente
Um dia estranhamente igual
Dias iguais
- Avareza de Deus
Passando indiferentes
Por estranhos olhos meus
Outros olhos
No teu rosto
Vou falar teu nome
E já teu nome é outro
Outra bruma
Sombra de outro sonho, alguém
Na manhã de junho
Outono, outubro, além

Chico Buarque


Charge


Charge de Marco Aurelio para Zero Hora RS


Charge de Iotti para Zero Hora RS

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Trajeto


Presenti você por onde andei:
nas páginas da história que reli,
nos respingos da lua que bebi,
em meio às contas dos rosários que rezei.

Bem que eu tentei mudar de assunto:
alterei o roteiro da viagem,
colhi alfazemas na paisagem,
dedilhei valsas, decorei poemas.
Você veio junto.

Apostei no vento que chegou de fora
e levou meu passado embora
numa lufada larga e radical.
Mas quando chego ao destino,
ouço saudades na frase de um violino
e percebo seu beijo em meu porto final.


Flora Figueiredo