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sábado, 24 de setembro de 2011

Voz dos Sinos


Há uma leve tristeza nesta tarde fria,
minha alma que é ternura tem visão de alarde,
fortemente entristecida afasto a esperança.

Estrelas vão acordando docemente
no mesmo ritual, alguns pássaros em voo
livre procuram pouso.

Minha tristeza não tem dor, é calma
e cheia de amor, bondade emana dos olhos,
mas não consigo ouvir voz dos sinos.


Marta Peres

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Guardei-me Para Ti


Guardei-me para ti como um segredo
Que eu mesma não desvendei:
Há notas nesta guitarra que não toquei,
Há praias na minha ilha que nem andei.
É preciso que me tomes, além do riso e do olhar,
Naquilo que não conheço e adivinhei;
É preciso que me ensines a canção do que serei
E me cries com teu gesto
Que nem sonhei.
Havia um coração a ser construído
pelos cantos do mundo sacudido
havia uma paixão despedaçada
pelo choro do mar atravessada
Havia um sono sempre soluçado
e um copo d’água nunca derramado
e uma rua de sol sempre banhada
e uma noite de lua inacabada
Havia um ser de pregos trespassado
e uma clareira em meio ao mar irado
e um grito por espasmos dividido
E nos espinhos rosa concentrada
e nos passeios rosa desfolhada
e nas esquinas coração destruído.


Odylo Costa, Filho

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quando Penso em Ti



Quando penso em ti
Abro um sorriso, me enterneço
Cerro as pálpebras, adormeço
Tão grande é a paz que passo a sentir.

Chego até a sonhar
Pronuncio palavras a esmo, sem nexo
Que lembram amor, lembram sexo
Ditas com o carinho de quem quer amar

Mas esse sonho dura pouco, logo passa
Assim, perco o sono, perco a graça
Cada palavra que na solidão proclamo

Ao teu ouvido é que gostaria de dizer
Sabes por quê?
Simplesmente porque te amo!


Walter Pereira Pimentel

Blacmore's Night I Still Remember

Mentem



Mentem os que disseram que eu perdi a lua,
os que profetizaram meu porvir de areia,
asseveraram tantas coisas com línguas frias:
quiseram proibir a flor do universo.

"Já não cantará mais o âmbar insurgente
da sereia, não tem senão povo."
E mastigaram seus incessantes papéis
patrocinando para minha guitarra o esquecimento.

Eu lhes lancei aos olhos as lanças deslumbrantes
de nosso amor cravando teu coração e o meu,
eu reclamei o jasmim que deixavam tuas pegadas

Eu me perdi de noite sem luz sob tuas pálpebras
e quando me envolveu a claridade
nasci de novo, dono de minha própria treva.


Pablo Neruda

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SOL DE PRIMAVERA


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Contraste


-No chão do meu quintal, que rústico era,
Eu, que de sonhos enfeitava a vida,
Numa linda manhã de primavera,
Plantei ramos de uma árvore caída…
-
E, cheio de ilusão e de quimera,
Abandonei a terra estremecida
Como o viajante que atingir espera
A rósea meta, a que o Ideal convida…
-
Anos depois voltei… Na alma cansada
nem mais um sonho, uma ilusão trazia
Porque tudo eu perdera na jornada.
-
Mas, cada ramo que plantei a esmo,
Era uma árvore imensa que floria
Para arrimo e conforto de mim mesmo.


Aristeu Bulhões

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eterno Amor


Sei o que quero, sei que te quero
Digo isto com pureza d’alma
Com paciência, com calma...
Sem me desesperar, te espero

Até quando valerá a pena te esperar?
Quando se sonha, se deseja, se quer, enfim
Quando se ama realmente, assim
Com entrega e paixão, esperar é amar

Saibas que te esperarei até quando puder
Nesta vida ou numa outra, se além desta tiver
Neste ou em outro plano

Na terra, no céu, na eternidade...
Pelos caminhos da felicidade
Onde possa dizer: te amo!


Walter Pereira Pimentel

Life Of Flowers

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bonsai

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domingo, 18 de setembro de 2011

Amor, Intenso Amor...


Teu olhar, é tudo que
Falo, penso, sinto e amo;
Diz-me que o meu
Coração enxerga, sem
Dúvidas ou enganos;
Ouve meu sorriso,
Apaixonado e insano;
Se expressa sem
Vãs promessas, no
Âmago da alma e na
Água cristalina da emoção;
Entrelaça minha vida na tua,
Isenta de qualquer razão;
Erros, defeitos, refeitos,
Carícias, desejo e prazer,
Com intenso amor,
Acertam nossas imperfeições,
Amor mais que perfeito
Brilha na imensidão.


Marisa de Medeiros