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segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Chico Buarque - 67 Anos de Música e Poesia -

Francisco Buarque de Hollanda nasceu noRio de Janeiro, 19 de junho de 1944, mais conhecido como Chico Buarque ou ainda Chico Buarque de Hollanda, é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro.Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Socialista declarado, se auto-exilou na Itália em 1969, devido à crescente repressão da ditadura militar no Brasil, tornando-se, ao retornar, em 1970, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador de três Prêmios Jabuti: melhor romance em 1992 com Estorvo, além do Livro do Ano, tanto pelo livro Budapeste, lançado em 2004, como por Leite Derramado, em 2010.Chico Buarque de Holanda é, por excelência, a personificação do artista no sentido estrito do termo. É capaz de sintetizar numa frase aquilo que filósofos e cientistas não conseguem em tratados inteiros. Chico é irreverente, ousado, rigorosamente desordeiro. Sabe que a ordem é produto do intelecto humano e a vida – o seu verdadeiro objeto – não tem regras preconcebidas, e que, para capturá-la, é preciso lançar a rede ao desconhecido sem saber o que nela virá.Quando fala do sentimento feminino, não o faz buscando definições universais com descrições exatas e idealizadas, mas retrata a mulher individual, imperfeita, que sofre com a submissão; que se desespera e chora baixinho atrás da porta ao ser abandonada. Que espera o marido no portão todo dia, fazendo tudo igual. Fala também de uma mulher forte, que leva o sorriso da gente e é capaz de encontrar outro “mais e melhor”, como quem diz: “não se mirem no exemplo das mulheres de Atenas”.
Soneto

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono.
Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo.
Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída.
Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio.
Chico Buarque
Gente Humilde

Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo num subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio, peço a Deus por minha gente
É gente humilde, que vontade de chorar.
Chico Buarque e Vinicius de Moraes
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O Espírito Do Outono

Será
a embriaguez? O vento matinal
arrastando folhas
raparigas canções?
O sopro frio das estrelas?
Será a beleza,
o espírito do outono? Há um limite
para o homem, um limite
para suportar o peso do mundo.
Da beleza, da bárbara
orgulhosa beleza, quem sabe defender-se
sem medo do coração lhe rebentar?
Eugénio de Andrade
terça-feira, 14 de junho de 2011
Pawel Kuczynski - Refinada Ironia - Parte I -
Pawel Kuczynski é um artista polonês que nasceu no ano de 1976 em Szczecin. Formado com especialização gráfica na Academia de Belas Artes de Poznam, é famoso por suas ilustrações críticas que nos fazem pensar na vida, na política , na nossa sociedade. Muitas vezes nós sequer lembramos o que custa para termos certas coisas ou o que custa pra ter certas pessoas no poder.Paweł Kuczyński é um ilustrador e artista que tem muito o que falar.
















Triângulo

A caneta dá um toque
E a folha fica marcada
Desenhando levemente
Palavras emocionadas
Na folha à deslizar
Transmite o pensamento
E o peito vai se livrar
Da angústia, do tormento
Essa dor que dói no peito
Ao papel foi transferida
Sofrimento, não tem jeito
Faz parte da nossa vida
Poeta, papel, e caneta
Entendimento milagroso
Na dor, no sonho, na festa
Forma um triângulo amoroso.
Jane Rossi
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Festas Juninas

Celebração medieval que foi incorporada pela Igreja Católica, a festa junina chegou ao Brasil por intermédio dos padres jesuítas durante o processo de colonização no século XVI. Os religiosos portugueses usavam as festividades cristãs para passar o ideário da doutrina da Igreja aos índios. Inicialmente, a comemoração não tinha o formato que conhecemos hoje, mas com o tempo foi sofrendo um processo de hibridismo cultural. A comida foi modificada, e a dança e a música incluídas.
O calendário das festas juninas coincide com os dias dos santos:
Santo Antônio - Fernando de Bulhões (Lisboa, 15 de Agosto de 1195 - Pádua, 13 de Junho de 1231).
São João – João Batista, 24 de junho 2a. C - 29 de agosto de 29 d.C.
São Pedro – Simão Pedro (século I a.C. - 67 d.C.)
Originalmente a festa pagã celebrava a fertilidade do solo. Na religião católica, a simbologia foi atribuída aos santos.
Biografia - Fernando Pessoa -

Escritor português, nasceu a 13 de Junho, numa casa do Largo de São Carlos, em Lisboa. Aos cinco anos morreu-lhe o pai, vitimado pela tuberculose, e, no ano seguinte, o irmão, Jorge. Devido ao segundo casamento da mãe, em 1896, com o cônsul português em Durban, na África do Sul, viveu nesse país entre 1895 e 1905, aí seguindo, no Liceu de Durban, os estudos secundários. Frequentou, durante um ano, uma escola comercial e a Durban High School e concluiu, ainda, o «Intermediate Examination in Arts», na Universidade do Cabo (onde obteve o «Queen Victoria Memorial Prize», pelo melhor ensaio de estilo inglês), com que terminou os seus estudos na África do Sul. No tempo em que viveu neste país, passou um ano de férias (entre 1901 e 1902), em Portugal, tendo residido em Lisboa e viajado para Tavira, para contactar com a família paterna, e para a Ilha Terceira, onde vivia a família materna. Já nesse tempo redigiu, sozinho, vários jornais, assinados com diferentes nomes.

De regresso definitivo a Lisboa, em 1905, frequentou, por um período breve (1906-1907), o Curso Superior de Letras. Após uma tentativa falhada de montar uma tipografia e editora, «Empresa Íbis — Tipográfica e Editora», dedicou-se, a partir de 1908, e a tempo parcial, à tradução de correspondência estrangeira de várias casas comerciais, sendo o restante tempo dedicado à escrita e ao estudo de filosofia (grega e alemã), ciências humanas e políticas, teosofia e literatura moderna, que assim acrescentava à sua formação cultural anglo-saxónica, determinante na sua personalidade.

Em 1920, ano em que a mãe, viúva, regressou a Portugal com os irmãos e em que Fernando Pessoa foi viver de novo com a família, iniciou uma relação sentimental com Ophélia Queiroz (interrompida nesse mesmo ano e retomada, para rápida e definitivamente terminar, em 1929) testemunhada pelas Cartas de Amor de Pessoa, organizadas e anotadas por David Mourão-Ferreira, e editadas em 1978. Em 1925, ocorreria a morte da mãe. Fernando Pessoa viria a morrer uma década depois, a 30 de Novembro de 1935 no Hospital de S. Luís dos Franceses, onde foi internado com uma cólica hepática, causada provavelmente pelo consumo excessivo de álcool.

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa

Que suave é o ar!
Que suave é o ar! Como parece
Que tudo é bom na vida que há!
Assim meu coração pudesse
Sentir essa certeza já.
Mas não; ou seja a selva escura
Ou seja um Dante mais diverso,
A alma é literatura
E tudo acaba em nada e verso.
Fernando Pessoa

Não sei ser
Não sei ser triste a valer
Nem ser alegre deveras.
Acreditem: não sei ser.
Serão as almas sinceras
Assim também, sem saber?
Ah, ante a ficção da alma
E a mentira da emoção,
Com que prazer me dá calma
Ver uma flor sem razão
Florir sem ter coração!
Mas enfim não há diferença.
Se a flor flore sem querer,
Sem querer a gente pensa.
O que nela é florescer
Em nós é ter consciência.
Depois, a nós como a ela,
Quando o Fado a faz passar,
Surgem as patas dos deuses
E a ambos nos vêm calcar.
'Stá bem, enquanto não vêm
Vamos florir ou pensar.
Fernando Pessoa
domingo, 12 de junho de 2011
Amor Entre Almas...

Amor entre almas...
Não se procura,
não se pede,
não se exige...
Simplesmente acontece
quando menos se espera.
Amor entre Almas
É amor doação
sinceridade, fidelidade,
dedicação,ternura ,
prazer, emoção.
Não importa a distância.
Amor entre almas
é um resgate de vidas
que chega ao fim no
sublime ato do reencontro
com sua alma gêmea
tão amada ontem,
tão vivenciada no hoje.
Amor entre almas
não é só desejo e sexo.
É querer e sentir
a presença do ser amado
dentro do coração.
É precisar um do outro
como a borboleta e
a abelha precisam da flor
Amor entre almas
É tão intenso,
tão sentido por nós...
que ninguém,
nem mesmo o tempo
consegue apagar
de nossas vidas.
Te amo por toda eternidade!
Marilene Laurelli Cypriano
sexta-feira, 10 de junho de 2011
431 Sem Luís Vaz de Camões

Poeta português (1524-1580). Luís Vaz de Camões é autor de Os Lusíadas , considerada uma das obras mais importantes da Literatura portuguesa. De família da pequena nobreza, ingressa no Exército da Coroa de Portugal e participa da guerra contra Ceuta, no Marrocos, durante a qual perde o olho direito. Boêmio, de volta a Lisboa frequenta tanto os serões da nobreza como as noitadas populares. Embarca para a Índia em 1553 e para a China em 1556. Em 1560, o navio em que viaja naufraga na foz do Rio Mekong. Camões salva os originais de Os Lusíadas nadando até a terra com o manuscrito embaixo do braço. Nove anos depois, retorna a Lisboa com a intenção de publicar o poema, o que só acontece em 1572, graças a um financiamento concedido pelo rei Dom Sebastião. Os Lusíadas funde elementos épicos e líricos e sintetiza as principais marcas do Renascimento português: o humanismo e as expedições ultramarinas. Sua base narrativa é a expedição de Vasco da Gama em busca de um caminho marítimo para as Índias. Nela, mescla fatos da História portuguesa a intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador. Morre em Portugal,aos 10 de junho de 1580 em absoluta pobreza.

Qual tem a borboleta por costume,
que, enlevada na luz da acesa vela,
dando vai voltas mil, até que nela
se queima agora, agora se consume;
tal eu correndo vou ao vivo lume
desses olhos gentis, Aónia bela;
e abraso-me, por mais que com cautela
livrar-me a parte racional presume.
Conheço o muito a que se atreve a vista,
o quanto se levanta o pensamento,
o como vou morrendo claramente.
Porém, não quer Amor que lhe resista,
nem a minha alma o quer; que em tal tormento,
qual em glória maior, está contente.
Luís Vaz de Camões
Se as penas com que Amor tão mal me trata
quiser que tanto tempo viva delas
que veja escuro o lume das estrelas,
em cuja vista o meu se acende e mata;
e se o tempo, que tudo desbarata,
secar as frescas rosas sem colhê-las,
mostrando a linda cor das tranças belas
mudado de ouro fino em bela prata;
vereis, Senhora, então também mudado
o pensamento e aspereza vossa,
quando não sirva já sua mudança.
Suspirareis então pelo passado,
em tempo quando executar-se possa
em vosso arrepender minha vingança.
Luís Vaz de Camões
Depois de tantos dias mal gastados,
Depois de tantas noites mal dormidas,
Depois de tantas lágrimas vertidas,
Tantos suspiros vãos vãmente dados,
Como não sois vós já desenganados,
Desejos, que de cousas esquecidas
Quereis remediar mortais feridas,
Que amor fez sem remédio, o tempo, os Fados?
Se não tivéreis já longa exp'riência
Das sem-razões de Amor a quem servistes,
Fraqueza fora em vós a resistência.
Mas pois por vosso mal seus males vistes,
Que o tempo não curou, nem larga ausência,
Qual bem dele esperais, desejos tristes?
Luís de Camões
As Caravelas
Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Proteu (* ) são cortadas.
Luís Vaz de Camões
Os Lusíadas (Fragmento)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Destino
Quem disse à estrela o caminho
Que ela há-de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta: “Floresce!”
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem…
Ai! não me disse ninguém.
Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino…
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.
Almeida Garret
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Lembranças

É onda que vem e que vai,
vento que levanta a areia
das dunas dum coração
depois de erodida a paisagem
de tudo que foi vivido.
Cometa riscando o céu,
lua na escuridão
da noite da saudade.
Marinheiro sem porto
perdido na tempestade,
página de um diário
de anotações cotidianas.
Sem ela não se vive,
embora, às vezes, doa.
Melhor sentir sua dor
do que nada ter pra lembrar.
Maria Hilda de J. Alão.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Há Certas Horas...

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:
Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!
William Shakespeare
Dez Pontes Que Ninguém Quer atravessar - Parte I -
Algumas das estruturas dessa lista são consideradas as pontes mais perigosas do mundo. Outras possuem vistas magníficas – mas é necessária muita coragem para chegar perto delas. Mas todas têm algo em comum: causam arrepios e hesitações até mesmo na menos medrosa de todas as pessoas. Confira:
1 – Ponte Imortal (China)

O Monte Tai, na província Shandon, tem significado cultural e religioso há milhares de anos. É uma das cinco montanhas sagradas da China e está associada com o surgimento de nascimento e renascimento. Se você quiser ir até lá, no entanto, vai encontrar com isso: a Ponte Imortal. Essa ponte é composta por três pedras enormes e várias pequenas. Abaixo dela há um vale, e ao sul um abismo. Ninguém sabe ao certo como essas enormes rochas foram parar em seu lugar atual, mas é bastante provável que estejam assim desde a última idade do gelo.
2 – A velha ponte de Konitsa (Grécia)

Essa ponte centenária está em cima do rio Aoos, na Grécia, que fica cheio no inverno. Se você olhar cuidadosamente para o meio da ponte, verá um pequeno sino. Os moradores locais dizem que quando há vento suficiente para fazer o sino soar, é perigoso demais atravessar a ponte.
3 – Ponte de Carrick-a-Rede (Irlanda)

Carrick-a-Rede é uma ponte de corda suspensa perto de Ballintoy, Irlanda do Norte. A ponte liga o continente à ilha minúscula Carrick. Ela tem um alcance de 20 metros e fica 30 metros acima das rochas abaixo. Hoje, a ponte é principalmente uma atração turística, recebendo 247.000 visitantes em 2009. Quando está ventando, atravessá-la é uma experiência (terrível se você tiver medo de altura) emocionante.
4 – Ponte real do desfiladeiro (EUA)

A ponte é uma atração turística perto de Canon City, Colorado, dentro de um parque temático. A ponte está 291 metros acima do rio Arkansas, e deteve o recorde de maior ponte do mundo de 1929 até 2003, quando foi superada pela ponte sobre o rio Beipanjiang, na China. É uma ponte pênsil com um vão principal de 286 metros. A ponte tem 384 metros de comprimento e 5,5 metros de largura, com uma passarela de madeira com 1.292 tábuas. Está suspensa a partir de torres que estão a 46 metros de altura.
5 – Ponte de corda inca (Império Inca, Peru)

As pontes de corda incas eram pontes de suspensão simples sobre cânions e desfiladeiros que forneciam acesso para o Império Inca. Pontes desse tipo eram adequadas, pois os incas não usavam transporte sobre rodas. Essas pontes foram parte integrante do sistema viário inca e são um exemplo de inovação em engenharia. Elas eram usadas com frequência para entrega de mensagens. Os incas usavam fibras naturais encontradas na vegetação local para construi-las. Essas fibras eram tecidas em conjunto a uma corda suficientemente forte e eram reforçadas com um piso de madeira. Cada lado era então ligado a um par de âncoras de pedra, e diversos cabos. Os cabos que sustentavam o caminho eram reforçados com galhos entrançados. Esse sistema era forte o suficiente para levar até os espanhóis com cavalos depois que eles chegaram. No entanto, as pontes enormes eram tão pesadas que tendiam a cair no meio, e isso fazia elas balançarem com ventos fortes. Parte da força e da confiabilidade da ponte vem do fato de que cada cabo era substituído a cada ano pelos moradores locais. Em alguns casos, os camponeses locais tinham a única missão de manter e reparar as pontes. A maior ponte desse tipo residia na garganta Apurimac, ao longo da principal estrada norte de Cuzco.
1 – Ponte Imortal (China)

O Monte Tai, na província Shandon, tem significado cultural e religioso há milhares de anos. É uma das cinco montanhas sagradas da China e está associada com o surgimento de nascimento e renascimento. Se você quiser ir até lá, no entanto, vai encontrar com isso: a Ponte Imortal. Essa ponte é composta por três pedras enormes e várias pequenas. Abaixo dela há um vale, e ao sul um abismo. Ninguém sabe ao certo como essas enormes rochas foram parar em seu lugar atual, mas é bastante provável que estejam assim desde a última idade do gelo.
2 – A velha ponte de Konitsa (Grécia)

Essa ponte centenária está em cima do rio Aoos, na Grécia, que fica cheio no inverno. Se você olhar cuidadosamente para o meio da ponte, verá um pequeno sino. Os moradores locais dizem que quando há vento suficiente para fazer o sino soar, é perigoso demais atravessar a ponte.
3 – Ponte de Carrick-a-Rede (Irlanda)

Carrick-a-Rede é uma ponte de corda suspensa perto de Ballintoy, Irlanda do Norte. A ponte liga o continente à ilha minúscula Carrick. Ela tem um alcance de 20 metros e fica 30 metros acima das rochas abaixo. Hoje, a ponte é principalmente uma atração turística, recebendo 247.000 visitantes em 2009. Quando está ventando, atravessá-la é uma experiência (terrível se você tiver medo de altura) emocionante.
4 – Ponte real do desfiladeiro (EUA)

A ponte é uma atração turística perto de Canon City, Colorado, dentro de um parque temático. A ponte está 291 metros acima do rio Arkansas, e deteve o recorde de maior ponte do mundo de 1929 até 2003, quando foi superada pela ponte sobre o rio Beipanjiang, na China. É uma ponte pênsil com um vão principal de 286 metros. A ponte tem 384 metros de comprimento e 5,5 metros de largura, com uma passarela de madeira com 1.292 tábuas. Está suspensa a partir de torres que estão a 46 metros de altura.
5 – Ponte de corda inca (Império Inca, Peru)

As pontes de corda incas eram pontes de suspensão simples sobre cânions e desfiladeiros que forneciam acesso para o Império Inca. Pontes desse tipo eram adequadas, pois os incas não usavam transporte sobre rodas. Essas pontes foram parte integrante do sistema viário inca e são um exemplo de inovação em engenharia. Elas eram usadas com frequência para entrega de mensagens. Os incas usavam fibras naturais encontradas na vegetação local para construi-las. Essas fibras eram tecidas em conjunto a uma corda suficientemente forte e eram reforçadas com um piso de madeira. Cada lado era então ligado a um par de âncoras de pedra, e diversos cabos. Os cabos que sustentavam o caminho eram reforçados com galhos entrançados. Esse sistema era forte o suficiente para levar até os espanhóis com cavalos depois que eles chegaram. No entanto, as pontes enormes eram tão pesadas que tendiam a cair no meio, e isso fazia elas balançarem com ventos fortes. Parte da força e da confiabilidade da ponte vem do fato de que cada cabo era substituído a cada ano pelos moradores locais. Em alguns casos, os camponeses locais tinham a única missão de manter e reparar as pontes. A maior ponte desse tipo residia na garganta Apurimac, ao longo da principal estrada norte de Cuzco.
domingo, 5 de junho de 2011
Floresta - Gibran Khalil Gibran -

Na floresta não existe nem rebanho, nem pastor
Quando o inverno caminha, segue seu distinto curso como faz a primavera
Os homens nasceram escravos daquele que repudia a submissão
Se ele um dia se levanta, lhes indica o caminho, com ele caminharão
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o pasto das mentes,
e o lamento da flauta perdura mais que rebanho e pastor
Na floresta não existe ignorante ou sábio
Quando os ramos se agitam, a ninguém reverenciam
O saber humano é ilusório como a cerração dos campos
que se esvai quando o sol se levanta no horizonte
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o melhor saber,
e o lamento da flauta sobrevive ao cintilar das estrelas
Na floresta só existe lembrança dos amorosos
Os que dominaram o mundo e oprimiram e conquistaram,
seus nomes são como letras dos nomes dos criminosos
Conquistador entre nós é aquele que sabe amar
Dá-me a flauta e canta!
E esquece a injustiça do opressor
Pois o lírio é uma taça para o orvalho e não para o sangue
Na floresta não há crítico nem sensor
Se as gazelas se perturbam quando avistam companheiro, a águia não diz: ‘Que estranho’
Sábio entre nós é aquele que julga estranho
apenas o que é estranho
Ah, dá-me a flauta e canta!
O canto é a melhor loucura
e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais
Na floresta não existem homens livres ou escravos
Todas as glórias são vãs como borbulhas na água
Quando a amendoeira lança suas flores sobre o espinheiro,
não diz: ‘Ele é desprezível e eu sou um grande senhor’
Dá-me a flauta e canta!
Que o canto é glória autêntica,
e o lamento da flauta sobrevive ao nobre e ao vil
Na floresta não existe fortaleza ou fragilidade
Quando o leão ruge não dizem: ‘Ele é temível’
A vontade humana é apenas uma sombra que vagueia no espaço do pensamento,
e o direito dos homens fenece como folhas de outono
Dá-me a flauta e canta!
O canto é a força do espírito,
e o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis
Na floresta não há morte nem apuros
A alegria não morre quando se vai a primavera
O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração
Pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos
Dá-me a flauta e canta!
O canto é o segredo da vida eterna,
e o lamento da flauta permanecerá após findar-se a existência.
Gibran Khalil Gibran
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