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domingo, 14 de outubro de 2012

Tempestades


Ouço os pássaros daqui
de onde estou.
Sei lá se somos o que dizemos
ou apenas aquilo que restou de nós
depois da tempestade.

Cada um de nós traz uma tempestade
por dentro dos olhos,
colada no peito,
cada um de nós traz um fogo manso
a arder-nos nas mãos,
a transir-nos no leito.

Ouço os pássaros daqui
de onde estou,
ou serão os meus olhos
que vejo voar depois da tempestade?
Ou serão as minhas asas pardas
a arder-me no dorso,
num tempo sem idade,

na minha insanidade.


Alexandra Malheiro

Fonte:http://meumundoempretobranco.blogspot.pt/

Um comentário:

  1. Li toda a poêsia, que me encantou...com muita sensibilidade...amei :))

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