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domingo, 27 de junho de 2010

DESTEMPERANÇA


Por causa do seu doce maldito
que é o infinito do açucar
do seu sal que escorre manso e se insinua,
eu lambo-lhe a essência
lassa,
lisa,
crua
e me satisfaço.
Lambuzo-me no seu melaço e me sacio
na temperada seiva em que me delicio.
Minha voracidade é seu condimento.
Minha necessidade , seu divertimento.


Flora Figueiredo

Um comentário:

  1. Belo poema. Muito profundo! Ótima escolha.
    Parabéns!

    Beijos,

    Furtado.

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