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terça-feira, 31 de maio de 2011

O Desejo De Ir Embora


O sol entrou feliz pela janela
e tudo iluminou alegremente.
Há um cão que ladra, e um pássaro desgrana
ligeiras harmonias em torrentes.

De costas em meu leito, sinto um vago
desejo de adorar essa distâncias,
de me perder na cerração dos lagos,
de me cegar na luz dessa alegria;

de ir cantando por um caminho agreste
e de sentir todo o dulçor das tardes,
o coração repleto da celeste
chama de amor que nos caminhos arde.


Pablo Neruda

3 comentários:

  1. Poetas, não se intitulam apenas poetas...
    São seres estranhos, diferentes.
    Possuidores de melancolia pungente
    Nascem com o dom das palavras

    A maldição do sentir extremado
    Do sofrer demasiado
    Do viver o sonho de amor
    Com lancinante e extrema dor

    Não sabem amar suave e sereno
    Amam com todo o âmago, ao extremo.
    Dedicam-se assim, por dias, noites,
    Meses e anos sem fim

    Mas como a vida é feita de escolhas
    E na indiferença, na troca, sentem o desamor,
    Mesmo compondo os mais belos versos
    Inspirados que estão em seu espírito sofredor

    Optam por parar de querer,
    O que jamais poderão ter.
    E como suas almas são predestinadas,
    A escrever, escrever e mais nada,

    Buscam nova inspiração,
    Novas rimas, outra canção.
    O poder do amor, um novo alguém,
    Uma nova jornada!

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